Aos Casados...(parte I)

....E aos que pretendem casar. Vivo na pele as agruras de um casamento e observando o meu comportamento e o de minhas amigas e seus cônjuges vejo que não temos preparo para os desafios “modernos” impostos pelo casamento.

 

Digo “modernos” porque antigamente e não tão antigamente assim, as mulheres eram tratadas e se comportavam como propriedade, inicialmente do seu pai, por isso o sobrenome do pai por último e depois do marido, tanto que o último sobrenome, do pai, era substituído pelo do marido, suportando todo tipo de situação. Isso mudou tanto que no casamento, nem a mudança de sobrenomes segue regra alguma.

 

A religião também exercia bastante influência no comportamento das mulheres no casamento, pois elas próprias acreditavam nas doutrinas de sua religião que em suma maioria trata a mulher como submissa ao homem, basicamente. Já me explicaram a palavra submissão sob o aspecto religioso para tentar mudar a minha aversão por este discurso submisso, confesso que entendi, mas no fundo não acredito e aceito. Este parágrafo não é uma crítica e ao final do meu raciocínio ficará claro o intuito deste post.

 

Hoje somos uma imensa maioria de céticos e/ou descrentes e considero, particularmente, alguns uns cínicos, no quesito religião.

 

Por fim, a situação cultural e financeira da mulher era muito, mas muito diferente. Coloquei estes dois aspectos juntos porque acredito que andam juntos. Quanto mais cultura, formação acadêmica e informação a mulher tem, mais ela modifica sua condição financeira e com isso social. E aí mora o início desta revolução.

 

Mudou muito de uns tempos para cá e o que foi feito para nos preparar para assumir este “novo” casamento. Nada!!!

Continua...

Aos Casados...(parte II)

Continuando...

 

As mulheres correram atrás de muitas mudanças em suas vidas e em dado momento o homem viu que precisava mudar para acompanhar esta mulher e eles estão fazendo isso, pelo menos a metade dos homens da minha geração tem uma postura diferente em relação ao casamento. Eles contribuem, dividem as tarefas mesmo que necessitem ser solicitados, mas fazem. .

 

O lado triste desta história é que nos tornamos implacáveis e há ajustes a serem feitos ou seremos eternamente insatisfeitos. Não haverá revolução sexual, financeira e social que nos ajude. .

 

Mas e o casamento? Este também precisa de mudanças e ao invés disso, os casais passaram a abandoná-lo ao primeiro sinal de problemas. Uma pena! .

 

Acredito na psicologia, sinceramente falando, mas depois de muitos erros e desilusão e de observar os diversos aspectos e soluções adotadas pelas pessoas para melhorarem este relacionamento cheguei a uma conclusão: Qualquer ajuda é bem vida!!! .

 

Pode ser um livro, psicólogo, terapia de casais, grupos de discussão, aconselhamentos religiosos, um papo ou até um blog. Todos estes meios e até outros que não citei por não ter tido contato, farão com que consideremos e prestemos atenção em aspectos que no dia-a-dia nos fogem aos olhos e ao coração. .

 

Mas, o mais importante e pré-requisito para que alguns destes meios funcione vem de dentro; É preciso estar disposto a superar as dificuldades, a conceder, melhorar, aceitar, caminhar juntos e por último, sem glamour nenhum....dar o braço a torcer. .

 

Durante o caminho perdemos de vista os objetivos originais que nos fizeram desejar o casamento e ao primeiro sinal de problemas, nos fechamos em nossas verdades e iniciamos um duelo no qual todos perdem.

 

A verdade é uma só. Mais do que uma cerimônia bonita, um vestido glamuroso, uma festa de arromba e uma casa deslumbrante é preciso que pensemos e escolhamos a base psicológica que suportará esta relação até que nos estruturemos diante da mudança que o casamento nos proporciona e captemos a dinâmica da vida a dois. Só assim é seguro partir para uma vida a três ou quatro, quem sabe? . A vida nos oferece estas surpresas abençoadas.

 

Mas isso é uma outra estória.....

Budismo

Sempre fui avessa à religião, descrente mesmo, mas estou sentindo uma necessidade que ainda não sei explicar. Pelo menos já sei o que não quero em termos de religião e tenho buscado informações sobre o Budismo que me parece muito mais realista, sei lá um ensinamento para mortais, sabe? Sem essa de pecado, penitência, dízimo, entre outras...No budismo a busca é pela FELICIDADE.

 

Veja um trecho da definição dos ensinamentos budistas.

Fonte: www.dharmanet.com.br

 

“Qualquer ensinamento que esteja de acordo com estas características pode ser considerado buddhista: todas as coisas condicionadas (ou seja, que surgem de causas) são insatisfatórias; todas as coisas condicionadas são impermanentes; todas as coisas (condicionadas e incondicionadas) são destituídas de um "eu" ou de uma essência independente; apenas o nirvana oferece paz verdadeira. Na verdade, o buddhismo adota uma visão realista de nossos problemas e oferece um caminho que conduz à mais elevada felicidade”.

 

Concentre-se na última frase: " Na verdade, o buddhismo adota uma visão realista de nossos problemas e oferece um caminho que conduz à mais elevada felicidade”. Fez todo o sentido para mim e fala também de meditação para purificação da mente, karma como ações referindo-se a causa e efeito.

 

“São as quatro nobres verdades: 1. Todos os seres estão sujeitos ao sofrimento (velhice, doença, morte, insatisfação etc.); 2. O sofrimento surge de causas (cobiça, raiva, ignorância etc.); 3. Ao eliminarmos as causas, o sofrimento é eliminado; 4. Praticando o nobre caminho óctuplo, o sofrimento e suas causas são eliminadas”.

 

Vejo esses ensinamentos com sentido, aplicável, não há ser supremo como exemplo a ser seguido, louvado, temido. É ensinamento com base no dia-a-dia e te ajuda a superá-las com o objetivo de atingir a felicidade.

 

Vou me aprofundar no assunto. Sinto que chegou minha hora de seguir algum ensinamento que apresenta um objetivo: A FELICIDADE!!!

 

Espero estar certa.

Raiva

Estou amadurecendo a percepção de que somos tomados por um sentimento em tudo o que nos toca diariamente. Uma espécie de sentimento base que nos domina. Para isso, tenho analisado minhas reações diante de todas as coisas boas ou ruins que acontecem comigo e o sentimento dominante em mim é a raiva.

 

É uma pena, mas estou quase convencida de que sou uma pessoa raivosa. E como conseqüência deste sentimento base, experimento sentimentos relacionados, como indignação, punição, desgosto, entre outros que nem fiz questão de lembrar.

 

Mas a verdade é uma só: a raiva me domina. Por exemplo, se não fui bem numa prova, fico com raiva porque não estudei, me sinto relapsa. Outros, mais meigos, pensariam que não estavam num bom momento e teriam uma visão mais otimista da situação. Se vejo uma criança pedindo esmola, de cara fico com raiva da mãe. O primeiro sentimento é sempre a raiva e depois algo mais terno. No trânsito, sou extremamente raivosa e na maioria das vezes não consigo ver o motorista como alguém normal que comete erros, assim como eu.

 

Por isso tenho observado meus sentimentos em qualquer situação, chega a ser quase um diário como aqueles para descobrir o que como que me dá alergia.

 

Percebi também que seria muito melhor se outro sentimento me dominasse, acho até que seria mais feliz e menos indignada e insatisfeita.

 

Não sei se você reparou, mas já listei uma série de sentimentos derivados da raiva.

 

Ensaio dizer que até imagino a origem de tanta raiva e fico indignada de ter me deixado contaminar com isso, ainda que inconscientemente, porque é claro que sou normal e não seria raivosa de propósito. Trata-se de um pecado capital, difícil de viver e causa de muito desgosto, mas é o meu sentimento de hoje a ser superado. Já identificado, pelo menos.

 

Não sou má por isso, mas a constatação é muito dura!

 

 

Rotina

Fiquei um pouco sumida, mas não deixei de pensar no blog um só dia. Não consegui escrever porque nestes dias saí muito da minha rotina e não pude dedicar um tempinho para escrever, mas não foi por falta de assunto.

Tive vontade de escrever sobre várias coisas, um dia sobre a lua que me surpreendeu de uma maneira que pude entender o significado de toda a poesia em torno dela e que ouço desde pequena. Pensei em escrever também sobre toda a judiação que ocorre em São Paulo diante das notícias que ouvi pelo rádio nestes dias em que o rádio era meu companheiro de estrada. Fiquei com pena de São Paulo perto de um colapso diante da falta de responsabilidade dos governantes, empresários e candidatos a cidadão. Alías, falta muito para sermos cidadãos. É uma pena! 

Tem a também a COPA. Quanta emoção e quanto trânsito!!! A copa para mim era só festa, mas agora depois que meu filho nasceu, tem também a preocupação com o esquema da escola para os dias de jogos que não coincidiram com o meu esquema nestes jogos, mas tudo bem, o Brasil ganhou todas e isso é o que importa.

Fora isso, muitas coisas aconteceram, mas isso é uma outra estória, ou post neste caso.

 

FAXINA

Ouvi no rádio um rapaz de nome Sérgio falando que todos nós, assim como nossas casas, precisam de faxina. Nunca tinha pensado nisso e bastou alguém falar para colocar meus neurônios para funcionar e constatar que é a mais pura verdade.

 

Limpamos a casa, a pele, a pen drive, o micro, o guarda-roupa e não limpamos a alma.

 

Este Sergio está certíssimo e sabe como se faz para limpar/faxinar/higienizar a alma? Ele disse como e faz todo o sentido. Alguns recorrem à psicoterapia, aromaterapia, budismo, catolicismo, meditação...que seja!

 

Cada um deve buscar a ferramenta para higienizar sua alma e assim ter uma vida com mais qualidade para si e para os que os rodeiam.

 

Porque o mal é só seu e de mais ninguém. O ninguém vai embora e o mal fica com você.

 

Vou um pouquinho mais longe, imagina se trocássemos de casa, pele, pen drive, micro, guarda-roupa cada vez que eles tivessem cheios de lixo, lotados de coisa. Não venceríamos trocar de coisas. É o caminho mais fácil, mas também repetitivo, não cria laço, não tem importância. Encheu? Troca!

 

Limpar te ajuda a conhecer, relembrar, redescobrir e abrir espaço para o novo seja um novo arquivo ou uma nova sensação.

 

Sábio esse rapaz. Não consegui saber qual sua formação porque a falta de paciência com a locutora me impediu de continuar ouvindo a rádio. Troquei de estação. Olha eu praticando o mais fácil!!!!

 

Mas anotei o site dele www.mudancadehabito.com.br . Não acessei ainda, por falta de permissão de acesso, mas fiquei curiosíssima.

 

Passem lá, de repente há uma palavrinha mágica que te faça repensar a vida. A minha palavrinha mágica de hoje é FAXINA. Logo eu!!

"FUMO GANE"

Coisa estranha este título, não é verdade?!?!? Preciso registrar este episódio porque é realmente inexplicável a capacidade que as crianças tem de aprender coisas sem vergonha de errar. Se tivéssemos este desprendimento, as escolas de linguas estrangeiras não ganhariam rios de dinheiro.

Domingo passado, meu filho tomou conhecimento do tal "fumo gane". Pela primeira vez em dois anos e meio de vida ele brincou de "fumo gane". Eu estava no quintal, isolada, estudando Macroeconomia e não pude manter a concentração diante desta descoberta. Aliás, todos deixaram de cumprir seus papéis, eu de estudar e os demais de fazer com que ele me deixasse estudar. Todos perguntavam do que ele estava brincando e ele com indignação respondia, às vezes soletrando, como se dissesse : "Vocês não estão vendo, estou brincando de "fumo gane", tá loco, vocês me apresentam o brinquedo e agora ficam me perguntando do que estou brincando." Ele soletrava "FU-MO GA-NE" e gesticulava com a maõzinha.

Gente grande é boba mesmo, achamos lindo ele falar vídeo game errado e contraríamos as regras psicopedagógicas que nos instrui a corrigir os pequenos quando eles falam errado.

É assim que eles aprendem que moca é moto, que mocoteiro é motoqueiro, que chumiga é formiga, que cao é carro, que cuco é suco, que piticou é...não sabemos até hoje. Todas elas devidamente soletradas diante de nossas perguntas insistentes para que tais mimos fossem repetidos para satisfazer nosso bel prazer.

Arrisco dizer que é quase uma pena que eles vão se corrigindo e que por dever de pais e educadores que somos temos que corrigi-los constantemente.

Relicário

Não fui e não sou muito fã de Cássia Eller. Gosto de algumas obras específicas e só, mas a música título da mensagem interpretada por ela e pelo Nando Reis e que foi parar num CD que eu gravei por acaso, é muito bonita. A letra, a música, o contraste das vozes dos intérpretes, uma mulher de voz forte e um homem de voz doce realmente ficou muito bonito.

Às vezes ouço duas ou mais vezes consecutivas quando estou voltando do trabalho e resolvi pesquisar a letra. Lembrei quando era criança e questionei o que queria dizer tal música porque eu não via sentido em determinada frase e me foi explicado que com música valia tudo e a interpretação da música não estava limitada somente a sua letra. Faz todo o sentido!

Dá uma olhadinha....

Relicário

É uma índia com um colar
A tarde linda que não quer se por
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o a de que cor?
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou
E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar onde eu não vou
O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso desse amor
Corre a lua, por que longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por essa noite
Por que está amanhecendo?
Peço o contrário, ver o sol se por
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for?
Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo?
Um relicário imenso desse amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que você está fazendo assim?

Nós, Madonnas

Que repercussão!!! A Madonna declarou para os quatro cantos do mundo o que muitas de nós, mães, sentimos dia-a-dia a partir do dia em que nossos filhos nascem. Para mim, filho e culpa nascem juntos em maior ou menor grau, mas nascem juntos.

Sou o tipo de mãe com uma culpa imensa, mas quando olho para minha mãe que teve filhos muito jovem, que teve uma vida familiar mil vezes mais complicada do que a minha, com mil vezes menos recursos do que eu e para piorar teve um marido péssimo, vejo que sofro à toa.

Minha mãe lembra de umas cobranças nossas que cortam o coração de qualquer um, cobranças iguais as que meu filho me faz, coisas do tipo: “Quando você vai chegar” ou se perguntado se quer alguma coisa ele responde: “Quero minha mãe”.

Eu não me lembro destas cobranças e diante de todas as dificuldades que passamos (me lembro porque afetou demais nossa adolescência) vejo minha mãe como uma vencedora. Venceu a desestrutura familiar, a limitação de recursos, um ambiente desfavorável ao crescimento dos filhos, a ignorância, a criação dos filhos (e esse é o seu maior orgulho), a violência física e psicológica, o ex-marido, o desemprego e a depressão. Ficaram a pressão alta e o diabetes, batalhas que ainda está lutando com garra e coragem.

Pensando em tudo isso, para uma mulher criada sem a mãe, casada aos 18 e mãe aos 20 e com dois filhos para sustentar sem poder contar com ninguém, vejo que minhas dificuldades são insignificantes e o quanto sou ingrata com a minha vida.

Meu filho é a prova da evolução de uma família. Isso é importante. Não importa em que meio você nasce, o importante é melhorar sempre e podemos observar nossa melhora através dos nossos filhos, quando então podemos oferecer a eles mais do que tivemos, material e culturalmente.

Para o meu filho está sendo oferecido muito mais do que o pai dele e eu tivemos. Ele é uma criança feliz, amparada, sem limite para seu desenvolvimento e com a entidade família bem definida, pai e mãe nos seus devidos lugares e ambiente saudável.

O exemplo de minha mãe é observado em milhões de mães no mundo todo e só sendo mãe para saber o valor de tudo o que envolve nossos filhos, inclusive a nossa culpa diante deles.

Para acalmar nossos corações podemos fazer este exercício simples de observar nossas mães e outra mãe próxima para aprender sempre mais sobre esta aventura MARAVILHOSA que é ser mãe. No final veremos que temos uma condição melhor do que elas tiveram. Esse remedinho é bom e faz efeito.

Casamento

Minha amiga casou no sábado. Perfeitinho! Vestido bonito, igreja bonita, uma dúzia de padrinhos, pai e mãe dos dois lados, buffet, amigos e o padre. Ah! o padre....Só faltou ele ser perfeitinho e fazer um sermão poético para fechar com chave de ouro o conto de fadas.

Não ando gostando muito dos sermões dos últimos casamentos que fui. Muito realistas, mundanos, comuns...Uma festa de casamento não pode ser comum, já o fato consumado, quanta controvérsia, por isso a necessidade de poesia e sermões mais doces, com palavras bonitas porque é possível poetizar o cotidiano. Acho que os padres estão assitindo muita televisão.

Fora o padre, tudo perfeito. Desejo aos noivos que esse clima bom perdure por muitos anos e os desafios (vamos chamar assim) da vida a dois possam ser superados com delicadeza e respeito.

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